segunda-feira, 18/05/2026
A Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho (EEG) informa com orgulho que Luís Costa, aluno do Doutoramento em Ciências Empresariais, apresentou a sua tese de doutoramento intitulada “Essays on Corporate Moral Subjectivity and Accountability”, no passado dia 15 de maio de 2026.
Pelas palavras do autor:
“O poder em crescendo das corporações (igual ou superior ao da autoridade do Estado) tem gerado impactos políticos e morais significativos em resultado da sua atividade económica. Apesar da sua influência crescente, subsistem divergências quanto à sua capacidade de serem sujeitas a escrutínio moral, sem que haja compromisso. Além disso, o debate tende a restringir-se à natureza da acção das corporações, em vez de se refletir sobre as condições para o (e os mecanismos por detrás do) surgimento da sua agência moral.
Esta tese trata sobre estas matérias. O seu intuito é o de explorar como é que as corporações se podem tornar em sujeitos morais, concentrando-se em problemas ontológicos e éticos relacionados com questões sobre a capacidade de actuar das corporações, de accountability, e de performatividade. De modo a atingir este objectivo, é desenvolvido um conjunto de três ensaios, cada um com os seus propósitos e abordagens metodológicas.
Através de uma abordagem interpretativa e normativa, é desenvolvido no primeiro ensaio um quadro teórico para explorar como é que a subjetividade moral das corporações é reconhecida. O carácter político e ético destas organizações ganha consistência ao estudar-se a natureza passiva do seu reconhecimento enquanto sujeitos morais.
O segundo ensaio segue uma abordagem metodológica similar à do primeiro. Mas o propósito é o de analisar-se o papel da accountability no processo do reconhecimento da subjetividade moral das corporações. Para tal, é construído um outro quadro teórico, em que a accountability é revelada como sendo o meio pelo qual as corporações atingem reconhecimento contínuo, tornando-se assim sujeitas a escrutínio moral.
No âmbito de uma abordagem interpretativa e hermenêutica, o terceiro ensaio apresenta um estudo de caso da empresa líder do sector da distribuição da água em Portugal, de modo a estudar-se a contabilidade como prática ética que sustenta o reconhecimento da subjetividade moral das corporações. O poder performativo por detrás do reconhecimento é expresso pelas contas que a corporação presta, mostrando a natureza ética da contabilidade. Ao abordar as suas fundações morais, espera-se atingir novas perspetivas sobre a subjetividade moral e a respetiva accountability, contribuindo dessa forma para a literatura.”
A tese de doutoramento foi orientada pelo Professor Carlos Menezes e pela Professora Lídia Morais, do Departamento de Gestão da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho.
A EEG felicita Luís Costa pela sua defesa e deseja-lhe os maiores sucessos profissionais e pessoais!
Gabinete de Comunicação
Escola de Economia, Gestão e Ciência Política
Universidade do Minho
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